sexta-feira, 30 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
-Manoel de Barros
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
-Manoel de Barros
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Roda do Tempo
Ser um guerreiro não é uma simples questão de querer. E mais uma luta interminável que continuará até o último momento de nossas vidas. Ninguém nasce um guerreiro, exatamente da mesma maneira que ninguém nasce um homem comum. Nós nos tornamos um ou outro.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Roda do Tempo
Quando um homem entra no caminho dos guerreiros, fica consciente, aos poucos, de que a vida comum ficou para trás para sempre. Isso significa que o mundo comum não é mais um escudo para ele; e que ele deve adotar uma nova maneira de viver, para poder sobreviver.
terça-feira, 6 de abril de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
postado por Emer em Samsara -
Buda disse: O mundo entra em debate comigo, Mas eu jamais entro em debate com o mundo. Thinley Norbu Rinpoche (Tibete, 1931 ~) "A Cascading Waterfall of Nectar"
segunda-feira, 22 de março de 2010
Teatro dos Vampiros
Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...
quinta-feira, 18 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Osho - A vida não é uma aula de filosofia
A consciência iluminada não possui respostas.
A sua beleza é o não ter respostas.
Todos os seus questionamentos foram dissolvidos, desapareceram. As pessoas pensam o contrário: elas pensam que o homem iluminado precisa ter uma resposta para tudo. A realidade é que ele não tem resposta alguma. Ele não tem perguntas. Sem perguntas, como ele pode ter respostas?
Gertrude Stein, uma grande poeta, estava morrendo, rodeada pelos seus amigos, quando de repente ela abriu os olhos e perguntou: “Qual é a resposta?”
Alguém disse: “Mas nós não temos a pergunta, como poderemos ter a resposta?”
Ela abriu os seus olhos, uma última vez e disse: “Ok, então qual é a pergunta?” e então morreu. Uma estranha última declaração.
É belíssimo descobrir as últimas palavras de poetas, pintores, dançarinos e cantores. Eles possuem algo tremendamente significativo dentro deles.
Primeiro ela perguntou: “Qual é a resposta?”… como se a pergunta não pudesse ser diferente para seres humanos diferentes. A pergunta precisa ser a mesma; não há necessidade de articulá-la. E ela estava com pressa, então ao invés de seguir o caminho apropriado – fazer a pergunta e então ouvir a resposta – ela simplesmente perguntou, “Qual é a resposta?”
Mas as pessoas não compreendem que cada ser humano está na mesma posição: a mesma pergunta é a pergunta de todos. Então alguma pessoa estúpida perguntou, “Mas nós não temos a pergunta, como poderemos ter a resposta?”
Parece lógico, mas não é: é simplesmente estúpido -e para uma pessoa morrendo… Mas a pobre mulher abriu seus olhos mais uma vez. Ela disse, “Ok, qual é a pergunta?” E então fez-se silêncio.
Ninguém conhece a pergunta, ninguém conhece a resposta. Na verdade não há nenhuma pergunta e não há nenhuma resposta; há somente um modo de viver em confusão, na mente. E lá há milhões de perguntas e milhões de respostas, e cada resposta acarreta em centenas de perguntas a mais, e não há fim para isso.
Mas há um outro modo de vida: viver em consciência – e aí não há resposta e não há pergunta.
Se eu estivesse presente quando Gertrude Stein estava morrendo diria a ela, “Este não é o momento para se incomodar com perguntas e respostas. Lembre-se de que não há pergunta e que não há resposta: a existência é totalmente silenciosa à respeito de perguntas e respostas. Ela não é uma aula de filosofia. Morra sem nenhuma pergunta e sem nenhuma resposta; simplesmente morra silenciosa, consciente e pacificamente.”
Do livro: The Path of the Mystic.
A sua beleza é o não ter respostas.
Todos os seus questionamentos foram dissolvidos, desapareceram. As pessoas pensam o contrário: elas pensam que o homem iluminado precisa ter uma resposta para tudo. A realidade é que ele não tem resposta alguma. Ele não tem perguntas. Sem perguntas, como ele pode ter respostas?
Gertrude Stein, uma grande poeta, estava morrendo, rodeada pelos seus amigos, quando de repente ela abriu os olhos e perguntou: “Qual é a resposta?”
Alguém disse: “Mas nós não temos a pergunta, como poderemos ter a resposta?”
Ela abriu os seus olhos, uma última vez e disse: “Ok, então qual é a pergunta?” e então morreu. Uma estranha última declaração.
É belíssimo descobrir as últimas palavras de poetas, pintores, dançarinos e cantores. Eles possuem algo tremendamente significativo dentro deles.
Primeiro ela perguntou: “Qual é a resposta?”… como se a pergunta não pudesse ser diferente para seres humanos diferentes. A pergunta precisa ser a mesma; não há necessidade de articulá-la. E ela estava com pressa, então ao invés de seguir o caminho apropriado – fazer a pergunta e então ouvir a resposta – ela simplesmente perguntou, “Qual é a resposta?”
Mas as pessoas não compreendem que cada ser humano está na mesma posição: a mesma pergunta é a pergunta de todos. Então alguma pessoa estúpida perguntou, “Mas nós não temos a pergunta, como poderemos ter a resposta?”
Parece lógico, mas não é: é simplesmente estúpido -e para uma pessoa morrendo… Mas a pobre mulher abriu seus olhos mais uma vez. Ela disse, “Ok, qual é a pergunta?” E então fez-se silêncio.
Ninguém conhece a pergunta, ninguém conhece a resposta. Na verdade não há nenhuma pergunta e não há nenhuma resposta; há somente um modo de viver em confusão, na mente. E lá há milhões de perguntas e milhões de respostas, e cada resposta acarreta em centenas de perguntas a mais, e não há fim para isso.
Mas há um outro modo de vida: viver em consciência – e aí não há resposta e não há pergunta.
Se eu estivesse presente quando Gertrude Stein estava morrendo diria a ela, “Este não é o momento para se incomodar com perguntas e respostas. Lembre-se de que não há pergunta e que não há resposta: a existência é totalmente silenciosa à respeito de perguntas e respostas. Ela não é uma aula de filosofia. Morra sem nenhuma pergunta e sem nenhuma resposta; simplesmente morra silenciosa, consciente e pacificamente.”
Do livro: The Path of the Mystic.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Lao Tsé - Tao Te Ching - verso 22
Aquele que conhece o outro é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence o outro é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence o outro é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.
Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele.
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