quinta-feira, 22 de julho de 2010

Milton Nascimento - Meu Veneno -

Atrás de meus olhos
Dorme uma lagoa profunda
E o céu que trago na mente
Meu voo jamais alcança

Há no meu corpo um incêndio
Que queima sem esperança
A própria terra que piso
Vira um abismo e me come

Corre em meu sangue um veneno
Veneno que tem teu nome

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A morte da esperança

Não há espera, não há ânsia.
Não há esperança.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O segredo da vida esta no final do livro...

No Fim

quinta-feira, 3 de junho de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

Sonho

Esse cerebro entende como imperfeito 
tudo que é bonito, 
tudo que é loiro, tudo que é forte. 
A magia do ser.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

-Manoel de Barros